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nabodogato

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Grilos

Senti uma enorme tristeza quando há dias li no Diário de Noticias que cada vez há menos grilos.
 
Em virtude dos produtos químicos, adubos com ozoto e fertilizantes utilizados nas culturas e até os incendios, este ano há muito menos grilos que os anos anteriores.
Parece não ser notícia de grande importância, mas cada vez que acaba um motivo mágico que fez parte da minha infância sinto uma grande tristeza e pena pelas futuras gerações.
É que os grilos são parte importante na funcionalidade do ecosistema.
Dado o desaparecimento da serralha que é o seu alimento predilecto também a sua espécie começa a estar ameaçada de extinção.
 
Os mais antigos nas aldeias estranham bastante como foi possivel ficar ameaçada a sua extinção se ainda não há muitos anos parecia uma praga.
Ainda não não há muito tempo até em Lisboa se vendiam gaiolas com grilos a 50 centavos junto à Praça da Figueira e Rua do Arsenal.
Há dias, na feira de Évora já muito poucos se encontravam à venda mas mesmo assim a dois euros.
No Mundo Rural onde era muito apreciado o canto do grilo começa a ficar alarmado com  o silencio em lugar do seu canto que nestes meses era a época alta do seu canto e encanto.
É grande a preocupação neste sinal que ameaça assustadoramente a riqueza animal e vegetal de certas  zonas.
Daí que relembrei alguns conhecimentos sobre esse bichinho que o meu avô me ensinou a apanhar, e o seu som me  fez companhia nos serões das férias de verão passadas nas Escaldelas no Ladoeiro .
Somente os grilos macho produzem sons e fazem-no para atrair as fêmeas.
Possuem uma série de pelos nas bordas das suas asas anteriores alinhadas como pentes e produzem sons roçando uma asa contra a outra.
Cada espécie produz um canto peculiar e varia conforme a época do ano.
É mais intenso para atrair a fêmea, e mais suave quando ela está perto e inicia a fase de cortejo.
A toca é um buraco cavado de cerca de um centímetro de largura até cerca de meio metro de fundura e termina numa habitação circular.
A entrada da toca é mantida sempre limpa e é a zona do canto do macho.
O segredo para reduzir o canto do grilo é quando em cativeiro na gaiola reduzir o número de machos, e para os por a cantar é assobiar-lhes.
Precisam de ter sempre água limpa e comida que poderá ser serralha ou alface (plantação frente à vivenda da foto, isto é que é um canteiro a sério!) e deverá ser mudada frequentemente para não criar cheiro.
Dizem os entendidos que a criação em cativeiro já se faz à mais de mil anos.
Para apanhar um grilo deve meter-se uma palhinha no buraco da toca e fazer-se cócegas até ele sair, há quem utilize água ou chichi mas é demasiado agressivo para os bichos.
O grilo macho diferencia-se da fêmea porque ela tem três rabos, o do meio é o ovipositor.
 Há povos que utilizam os grilos na alimentação, e hà cerca de 20.000 espécies de grilos sobretudo mais abundantes nos países tropicais.
Par ver imagens e um grilo a cantar consulte:  clicando ctrl+clique direito no rato sobre
 

http://www.youtube.com/watch?v=oulobIhxvyE


Festas Populares

Aqui há uns tempos, tive a ideia de sugerir a um canal de televisão um programa.

Programa esse que penso teria algum interesse, apesar de as audiências se calhar não acompanharem o meu gosto.

De certo que não é nada de eloquente e porventura já outros  tiveram a mesma ideia, só não terá sido realizada ainda, porventura porque há razões que o meu desconhecimento não atinge.

Mas então a ideia era para um programa ou pouco à imagem do que foi feito sobre os casamentos aqui à uns anos atrás, mas sobre as festas populares de verão deste país.

Penso eu, que dando visibilidade às empresas patrocinadoras dessas festas, às empresas da região, das diversas actividades existentes, à cultura, aos monumentos, às paisagens, à gastronomia, às tradições, seria uma boa promoção turística à Terra visada.

Por outro lado, penso que todas as Terras fariam o maior esforço para que a sua  festa fosse condizente com a imagem que se pretende tenha a sua Aldeia, Vila ou Cidade.

É claro que em muitas aldeias deste país, por motivos vários, já não se realizam sequer essas festas, mas talvez isso fosse um forte motivo para que as que as fazem as mantenham e as que já desistiram voltem a recuperar as suas tradições.

Penso que as juntas de Freguesia teriam aí uma contribuição importante para a realização dessas festas, talvez pedindo que sejam elas a candidatar-se ao programa.

É que hoje só com voluntariado já não é possível fazerem-se.

A vida está hoje muito ocupada e o tempo cada vez mais é dinheiro.

Uma grande parte das aldeias, poucos habitantes têm, os emigrantes cada vez menos passam as férias nelas, ainda há alguns que passam por lá para visitar os familiares mas depois vão até às praias.

A história do álcool também afastou um pouco as pessoas, há sempre um amigo que se visita, o calor é muito e é mais uma míni , então para evitar, o melhor é não ir.

Mas tenho uma certa saudade de ver os arcos iluminados dos arraiais, os papelinhos triangulares multicolores colados em fios, as karmesses carregadas de garrafas, o leilão das bebidas e das oferendas, a Banda, o bailarico, o fumo do frango assado e as sardinhas, o cheirinho a pairar no ar, as barracas de tiros, os conjuntos musicais, as vedetas artísticas contratadas, o fogo de artificio, etc.

Com essa visibilidade talvez os artistas da nossa praça tivessem mais cuidado com os seus reportórios e assim a musica pimba fosse banida.

As bandas musicais, que aqui há uns anos tiveram um novo relançamento nas aldeias, com esta visibilidade talvez agarrassem mais interessados.

E depois ajudava a juventude a ter orgulho nas suas raízes e aprender a gostar das tradições populares.

Os ranchos folclóricos, a dança que agora agarrou a juventude, os grupos de teatro, os artistas populares, o acórdeon , os bombos, o pífaro, os grupos corais, etc.

                                  

Não desconheço que regra geral o que está por trás dessas festas é a vertente religiosa, e não se pode dar ênfase a uma religião em desprimor das outras, mas que sobre isso passassem como raposa sobre vinha vindimada, o importante é todo o bolo e não só a cereja .

Penso que haveria muitos patrocinadores interessados nesse programa, por alguma razão alguns deles até utilizam imagens dessas na publicidade.

É que também há esta coisa, se não o fazem rapidamente e guardam como documento histórico, qualquer dia já não há.

As aldeias estão a ficar desertificadas, as novas gerações procuram outros divertimentos e outras paragens, estão mais virados para férias em paraísos tropicais e cidades modernas.

Vejo que a televisão espanhola tem todo o interesse em acompanhar todo o género de festas populares e as promover de forma a promover o seu turismo.

Não vejo tanto interesse nas grandes feiras municipais sobre as actividades económicas, que reconheço fazem falta, tanto assim que hoje não há município nenhum que não tenha o seu pavilhão multiusos ou centro empresarial para essas realizações.

Mas isso é mais: ó parolo olh’ó balão.

Parece-me que a vertente pró turismo terá mais futuro.

Nada como por esta via para promover o país no seu melhor, que é Portugal em festa.

Nem sequer preciso de referir, politica, por amor de Deus, não.

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